10 febreiro 2016

Conto 42 : O Pisom da Ribeira





O Pisom da Ribeira
Os nenos junteiros


Justo dipois da guerra civil, polo tempo da vindima, o tio Manoel Monea mandava aos rapaces ò xornal a Meizo e a San Paio.
Para os nenos, afeitos o travalho da casa, na sacha, na renda ou arando coa xunta de vacas antepostas, remexendo coa canga de oito furas, ou carrando tojos dende a manhá cedo, travalhar na Ribeira era um divertimento.

Alá ían os irmaos Eladio, Dario e mais Florinda.
A mocinha cortava, Eladio ainda mozo, fazia de carrexom, coma um home, levando aquiles grandes queipos encolgados entro fronte e a res. 
Dario, o rapaz pequeno, quedava de pisom na adega, calcando descalço nos bagos a jornada enteira.

Manoel quedaba contente em Santomé, sabendo que os seus parentes de Macendo davam-lhe uma boa mantença òs rapaces.
Boa vitela e bacalhau dia si e día non. Merendas na adega ò cair a tarde a base de presunto e vinho branco da Ribeira. Jantares de abondo bem ganhado, polo travalho duro de sol a sol, daquiles rapacinhos fagedeiros.

Cuncas de leite fervido e pam de broa co espertar do dia, coas nevoeiras do Minho.

Ao rematar en Meizo, travessavan o rio em barca dende Castrelo, para escomençar de novo em Sam Paio ou Ventosela.

Istes forom os nenos junteiros.


El niño yuntero


A Darío e Florinda Monea

Foto: Sam Paio e Ventosela (encoro de Castrelo) dende o povo de Traveso  (17/4/2011).




Moradelha editora




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