Dorme-vela
Nom vaia ser o demo,
que namentres que durmo,
apareça a ladroa,
que me rouba os sonhos.
E que encontre-me espido,
indefenso e parmado
e sem força nim ánsia
de enfrontar-me com ela.
No seja o demo,
dipois de toda a vida,
gardando o tesouro herdado,
que m'o roubem durmindo.
Cum suspiro perde-lo,
cum feitiço num sonho,
cum bico envelenado,
cuma aperta de Judas.
🌟
Moradelha editora

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